Tem dias em que nada dá muito certo…eu chamo estes dias de OS DIAS DO NÃO!
E nos DIAS DO NÃO, que são totalmente atrapalhados e azarados, parecendo uma versão mais pobre e cruel do filme “Os Normais”, com a diferença que no filme acaba tudo bem e o DIA DO NÃO, também acaba bem, porque afinal, o dia tem apenas 24 horas, embora parece que nestes dias, ele dura mais…
Mas…prepare-se para as 24 horas mais lazarentas da sua vida…
E o que fazer nestes dias???
Eu não a tenho receita, eu tento escrever, fazer isto virar texto, sei lá, reclamando ou não, o importante é fazer o dia render.
O mundo não vai ficar mais piedoso com você, só porque você está em um dia ruim.
O que temos que fazer é o máximo, para este dia ter um mínimo de proveito.
Nos DIAS DO NÃO, o que pode acontecer com você:
1-Seu cabelo cria vida própria e decide te odiar.
2-Seu chefe começa a cismar que você é uma espécie de anticristo.
3-Seu carro se revolta e começa a “dar pau”.
4-Sua memória te engana e te faz pegar um táxi, e você achando que está com sua carteira…achando..e sabemos que taxistas não são lá muito compreensíveis.
5-Você desanima com a pessoa que você mais batalhou na vida para sair…e você sabe, que algumas coisas na vida, acontecem APENAS UMA VEZ.
Sair com esta pessoa por exemplo.
Porque desanimar, se prepare: Quando você menos esperar acontece.
6-Você distende um músculo da perna, na academia, na semana em que vai acontecer aquela, aquela, AQUELAAAAA…balada.
7-Você senta de um jeito errado e descontrolado em cima da sua carteira, e sem querer quebra todos os seus cartões…todos.
8-Sua mãe descobre um pacotinho com um “vegetal de cheiro forte” na sua gaveta e pede satisfações.
9-A imagem do seu santo protetor cai e quebra no seu pé!!! Muito medo!
E a parte da cabeça do santo, quebrada, virada pra você te olhando fixamente
10-A descarga da empresa estraga com você, bem depois do famoso “número dois’ pós almoço…e quando você abre a porta, o seu chefe está esperando, para também “descarregar”…
Enfim, são tantas situações, que…acabam virando comédia, um dia para você e na hora para quem vê ou fica sabendo…
Mas…o DIA DO NÃO passa…
O difícil é passar por ele…
Não lute contra…pois ele pode ficar irritado e voltar com mais frequência.
O DIA DO NÃO…é vingativo…
(Por isso tenho amor incondicional aos bixos)
Ele tem quatro patas, não tem nome, tampouco endereço fixo. Vive nas
ruas, mas deixou de ser anônimo. Desde a tarde desta sexta-feira
(22/06), um cachorro, “vira-lata”, é o guardião do corpo de uma
cadelinha, também sem raça definida, que morreu após ser atropelada por
um carro na avenida Tirso de Almeida, prolongamento da Ernesto Geisel,
região do bairro Aero Rancho, em Campo Grande.
Segundo moradores, logo após o acidente, foi ele quem arrastou a
cadela do asfalto para a grama, no canteiro da via, de onde não a deixou
por nenhum minuto. Situação que chamou a atenção de quem passou pelo
local ou mora na região.
A cena comoveu a dona de casa Cristiane Benevides. Para guardar o
corpo da cadela, o vira-lata não fez questão de enfrentar frio nem
chuva. “Parece que ele tem mais consciência que um ser humano”, disse.

Cristiane afirma que o animal apareceu “do nada”, como a cadelinha
que acabou morrendo. “Ele estava bonito, mas emagreceu porque ficou no
sol o dia todo”, relatou.
Na tentativa de evitar que o cachorro fique ainda mais debilitado, a
dona de casa colocou ração e água em frente à residência onde trabalha,
mas o animal parece obstinado a se dedicar ao luto.
É com o olhar triste e carregado que o “guardião de quatro patas”
caminha de um lado para o outro e não deixa ninguém se aproximar do que
parece ser o seu tesouro.

De tempos em tempos, deita ao lado da cadela morta, como quem ainda
procura uma explicação para o que aconteceu. “É mais que um ser humano”,
afirmou a decoradora Rosangela Alves Ferreira, de 34 anos.
A auxiliar de enfermagem aposentada, Ana Luzia de Sena, de 57 anos,
diz o sentimento do cachorro é contagiante. Ver o animal cuidando do
outro, já morto, torna a situação ainda mais emocionante. “Eu fico com
dó, ainda mais porque tenho um em casa”, conta.

Para conseguir fazer um registro do cachorro, o fotógrafo, Rodrigo
Pazinato, precisou ser rápido no clique e correu, várias vezes, para não
levar uma mordida inesperada.
Teimoso, resolveu se aproximar do vira-lata e descobriu que a
agressividade era, na verdade, excesso de cuidado com a cadela morta,
que ele está “velando” no meio do canteiro. “Ele é mansinho”, afirmou,
depois que conseguiu afagar o animal. (AMOR VERDADEIRO