Tenho dito verdades a mim mesma que eu não diria ao melhor amigo. Mas também venho aceitando do minhas falhas como quem se resigna com os defeitos de quem ama. Falho comigo e me corrijo, deixando que o erro complete sua missão de educar-me.
Às vezes repreendo-me severamente. Não repreenderia assim alguém que eu amasse e não quisesse perder. Há momentos em que dou-me as mãos e choro abraçada à criança inconseqüente que sou. Essa criança que ainda precisa aprender a brincar sem se machucar ou destruir os brinquedos. Sou dura com ela. Mando que se cale. Ordeno que guarde o impulso auto-destrutivo e fique apenas com as atitudes do primeiro parágrafo e minhas mãos. Que são minhas e me abraçam, que são minhas e me acariciam, que são minhas e me entendem.
