A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
Que eu já tô ficando craque em ressurreição.
Bobeou eu tô morrendo
Há dores que sinceramente eu não resolvo
sinceramente sucumbo
Há nós que não dissolvo
e me torno moribundo de doer,
daquele corte
do haver sangramento e forte
que vem no mesmo malote das coisas queridas
Vem de dentro dos amores
dentro das perdas, de coisas antes possuídas
dentro das alegrias havidas.
Há porradas que não tem saída
há um monte de “não era isso que eu queria”
Hoje, praticamente, eu morro quando quero:
às vezes só porque não foi um bom desfecho
ou porque eu não concordo
Ou uma bela puxada no tapete
ou porque eu mesma me enrolo
Não dá outra: tiro o chinelo…E dou uma morrida!
Não atendo telefone, campainha…
Fico aí camisolenta em estado de éter
nem zangada, nem histérica, nem puta da vida!
Tô nocauteada, tô morrida. (Poetisa Amadora