Vou andar sem rumo nesta estrada?
Perdida não sei para onde me volto.
Norte ou Sul pouco importa na próxima passada.
Nada vejo na bruma de um denso cinzento.
Vou esperar que o sol a evapore.
Vou vê-lo a pintar de dourado,
Esta estrada que não sei decifrar,
Nem para onde me leva, eu posso ordenar.
Vou escrever sem rumo nesta tela?
Sem me achar não sei procurar.
As sensações misturam-se num verdadeiro caos.
E nenhuma se propõe a reinar.
Vou esperar que um manto prateado,
De bruma desvaneça então,
Ou transformá-lo em luz de luar,
Valendo-me da imaginação.
Vou procurar uma direcção nas palavras,
Mergulhar nesta riqueza elevada,
Vou fazer verdades com elas,
Vou descobrir um rumo na estrada. (Poetisa Amadora
